sexta-feira, 17 de junho de 2016

Sem recursos sofisticados




Não é necessário contar com recursos sofisticados para fazer coisas diferentes a favor do ensino-aprendizagem. Nem ficar aguardando por novos modelos educacionais. Isso é mostrado no vídeo  a seguir que descreve algumas experiências fantásticas pela sua simplicidade e pelo potencial que as TICs e especialmente as aplicações Web representam para o ensino, neste caso primário. 

Essas experiências exemplificam que os recursos atuais disponíveis ainda estão por ser explorados na educação. E que seu uso requer só uma dose de criatividade por parte da equipe docente para criar e por em prática projetos educativos simples, porém diferentes, motivadores e centrados no aluno.

O vídeo apresenta atividades para aprender sobre escritores literários, científicos e que em geral podem ser utilizadas para pesquisar sobre personalidades da história da humanidade, em destaque nas diversas áreas do conhecimento. Essa aprendizagem tradicionalmente é realizada a partir de leituras de textos, na maioria das vezes sem vinculo à vida real, com pouca ou nenhuma motivação para o aluno, que termina sendo obrigado a aprender de memória as informações e claro, logo as esquecera. Em contraposição os projetos “Callejeros Literarios”  (Literatos das ruas) e “Callejeros científicos” (científicos das ruas) conduzem o processo de aprendizagem por um caminho mais agradável e motivador para o aluno e também para o professor.

Outra experiência aqui descrita no vídeo orienta aos alunos trabalhos em grupo, para gravar leituras de contos, poemas, histórias, etc. Este tipo de atividade permite aos alunos, além de praticar a dicção e entonação, aprender a usar a tecnologia, aprender a dinâmica do trabalho colaborativo, montar os vídeos numa página web junto a comentários. É uma atividade que abarca muitos objetivos.

Sabe-se que o conhecimento é adquirido melhor, quanto mais significativo é a informação para o indivíduo que aprende. Interessar ao aprendiz a conhecer a vida e obra de um escritor cujo nome dá nome a uma rua de seu bairro, é uma forma de procurar o maior interesse nesse processo de aquisição do conhecimento.

Contudo, se a justificativa para pesquisar os nomes das ruas do bairro conduz aos alunos aprender sobre a vida de personalidades, também poderia conduzir ao estudo (na região) de assuntos relacionados à:
  • geografia - por do sol, paisagem, urbanização, meio ambiente, crescimento da população, etc
  • matemática - calculo de áreas construidas, levantamento de dados estatísticos de interesse, etc.
  • e outras disciplinas   
Estes são simples exemplos, há muitos outros na web, há muitos outros nas escolas e instituições de ensino do Brasil e do mundo. É bom compartilhar eles porque também se aprende dos exemplos, das formas, das ideias dos outros, quanto mais consultamos surgem outras novas ideias. Assim é a construção do conhecimento.



segunda-feira, 6 de junho de 2016

É hora de cambiar o ritmo



É difícil encontrar um jovem assistindo filmes dos anos 90, ainda menos dos anos 30. O jovem não aguenta o ritmo desses filmes: ações muito lentas, diálogos descontínuos e demorados, que só causam lhes desmotivação. Em geral, também as aulas, ainda na dinâmica do século XIX , produzem desmotivação não só para jovens, também para as crianças.

Os nativos digitais possuem agilidade na manipulação e uso da tecnologia e como consequência desenvolvem novas habilidades na aquisição de conhecimentos, que agora é através de vários meios, sendo a sala de aula um deles, porém não o único.Por exemplo, jovens ingressos em cursos técnicos de computação, mesmo lidando com a tecnologia como usuários, sentem-se desmotivados quando nos cursos se deparam com os métodos utilizados para ensinar e com o nível de abstração dos conteúdos. 

Sem dúvidas, isso causa dificuldades na aprendizagem e até o abandono das aulas. 

Muitos especialistas, professores, pesquisadores têm observado o efeito que está causando nesses estudantes, o fato de manter o modelo e as formas de ensinar computação como nos séculos passados. Eles estão trabalhando em função de sincronizar as formas de ensinar com o desenvolvimento tecnológico e as expectativas dos alunos.

Um exemplo, desse esforço é relatado neste artigo publicado em 2011 “Ateliê de Objetos de Aprendizagem: Uma Abordagem para o Ensino de Computação em Cursos Técnicos” . Aqui os autores propõem uma abordagem de ensino de computação para engajar os estudantes em um projeto real e de forma colaborativa, na criação de objetos de aprendizagem que poderão ser utilizados futuramente por outros alunos.  Segundo os autores o projeto conseguiu manter a motivação dos alunos e o resultado da aprendizagem foi positivo. 

Outros exemplos de projetos educativos que colocam o aprendiz no papel de criador do conhecimento mantendo-o motivado são descritos no próximo post.