segunda-feira, 6 de junho de 2016

Escola sem muros



Marshall McLuhan propus a alternativa tecnológica à escola tradicional na sua obra “A sala de aula sem muros” em 1957. Considerou que a maior parte do processo de aprendizagem acontece fora das escolas, através dos diferentes meios de comunicação: TV, jornais, cinema, rádio.  E apontou no seu artigo algumas características da era digital.

“Hoje nas nossas cidades a maior parte do processo de ensino -aprendizagem acontece fora da escola. A quantidade de informação oferecida pela imprensa, as revistas, jornais, filmes, tv e rádio superam em grande medida a quantidade de informação fornecida nos textos e no processo instrucional das escolas. Esse desafio tem destruído o monopólio do livro como principal suporte no ensino -aprendizagem e tem derrubado os muros das salas de aulas de forma tão repentina, que ficamos confusos e desconcertados”

Ele acreditava que a lentidão das mudanças no sistema educacional frente à velocidade das mídias eletrônicas era a principal razão para se preocupar e agir.

Eu entendo essa lentidão como consequência da rígida estrutura, porém,  confortável para administrar a escola, através das funções e da remuneração definidas para cada papel envolvido no processo educacional (professores, coordenadores, etc). Mudar essa estrutura em função de um novo modelo educativo significa, mudar as funções dos papeis, mudar a forma de gerenciar, de exigir responsabilidades,  de estabelecer os objetivos, de medir o desempenho e os erros dos docentes e discentes, e de estimular o bom funcionamento da nova escola sem muros.

Em geral os meios audiovisuais e novas tecnologias tem sido entendidas principalmente como recursos para entreter e para fazer marketing, mais do que recursos super úteis para a educação.  Isso é visto assim na TV, onde recursos e tempo são gastos em programas de participação com foco em banalidades e dissimiles tonterías. Embora esses recursos bem poderiam ser utilizados em programas de competição com foco na valorização do conhecimento e de forma atrativa.

Hoje, os programas de Master Chef tem muito sucesso. Por que? Eles, além de ser divertidos, entreter a família, ensinam, ensinam muito, oferecem conhecimentos explícitos e implícitos:  como fazer receitas, como trabalhar em equipe, como reagir as criticas de jurados espertos, como defender e valorizar o feito individual e coletivamente.

Em geral as pessoas gostam de aprender. Esses programas de cozinha em geral, são exemplos de que a TV pode ser utilizada para uma educação distribuída, rápida, encantadora, divertida, sem muros.

Aproveitando o titulo deste post, recomendo assistir a palestra do arquiteto Takaharu Tezuka quem acredita que a arquitetura é capaz de mudar o mundo e as pessoas e em especial ele apresenta uma escola desenhada com uma arquitetura atrevida, diferente, que rompe com o paradigma das edificações com paredes, com divisão das salas. Uma arquitetura que permite às crianças ter dias divertidos e de muito aprendizagem, de forma diferente aos modos atuais: liberdade de espaço, porém com limites diferentes. Simplesmente apresento a vocês, como novas ideais de mudar algo do atual, exemplo de busca pela melhora no processo de aprendizagem desde a etapa infantil.



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